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Bem vindo ao blog Cuiqueiros, um espaço exclusivamente dedicado à cuica – instrumento musical pertencente à família dos tambores de fricção – e aos seus instrumentistas, os cuiqueiros. Sua criação e manutenção são fruto da curiosidade pessoal do músico e pesquisador Paulinho Bicolor a respeito do universo “cuiquístico” em seus mais variados aspectos. A proposta é debater sobre temas de contexto histórico, técnico e musical, e também sobre as peculiaridades deste instrumento tão característico da música brasileira e do samba, em especial. Basicamente através de textos, vídeos e músicas, pretende-se contribuir para que a cuica seja cada vez mais conhecida e admirada em todo o mundo, revelando sua graça, magia, beleza e mistério.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Disco: O baile do gato

O amigo Marcello Portelense compartilhou recentemente no Facebook uma interessante matéria intitulada "As vidas de um gato sambista" baseada na imagem desse gato tocando cuica, criada pelo cartunista Ziraldo, e impressa em um adesivo promocional do carnaval carioca de 1968. O autor da matéria, Alexandre Medeiros, conta que o felino já havia figurado como símbolo do carnaval de 1967 em outro desenho, onde aparece tocando tamborim, e descreve como surgiu esse gato folião: 



Nos anos 60, era a Secretaria de Turismo da Cidade do Rio de Janeiro que ficava a frente dos preparativos para o carnaval, incluindo a decoração das ruas, a organização do desfile das agremiações carnavalescas, a criação e distribuição de material promocional e outras providências para o acontecimento da festa. Para 1967, a Secretaria resolveu escolher um gato como símbolo daquele carnaval. A justificativa dada pelo Secretário Carlos Laet pela escolha não poderia parecer mais inusitada: “É ele o maior sacrificado da folia, pois de sua pele fazem-se as cuicas e os tamborins que também marcam o ritmo contagiante das escolas de samba e dos denominados blocos que desfilam nas ruas cariocas no tríduo da folia”. Para dar vida a este infausto felino foi convidado o já famoso cartunista Ziraldo, que mesmo achando a justificativa oficial “um tanto trágica”, cria uma figura alegre, elegante e carnavalizada, registrando sutilmente no jogo de cores a nefasta sina do animal que toca um instrumento feito do seu próprio couro.

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